• Logística pode ser o calcanhar de Aquiles da Black Friday 2025 no Brasil

    Apesar das projeções otimistas de até R$ 13 bilhões em vendas, o grande risco da Black Friday 2025 está na entrega dos pedidos. Especialistas apontam que o transporte e a gestão de fretes podem travar o desempenho das empresas se não houver preparo tecnológico e estratégico.

    O e-commerce brasileiro deve crescer entre 10% e 16% nesta Black Friday, mas o transporte rodoviário, que concentra a maior parte das entregas, é visto como o elo mais frágil. Problemas como filas em centros de distribuição, veículos parados e alta dos combustíveis podem elevar custos e gerar atrasos. Em 2024, o frete já representava até 12% do valor médio dos pedidos, tendência que deve se manter. A saída, segundo especialistas, está em tecnologia: IA para prever gargalos, automação de armazéns, roteirização inteligente e integração com transportadoras. Além disso, cresce a pressão por sustentabilidade e eficiência na logística reversa, com devoluções cada vez mais volumosas após as promoções.

    Para empresários e gestores, a mensagem é clara: investir apenas em promoções sem preparar a operação logística é abrir espaço para prejuízos e perda de reputação. Quem adotar ferramentas de gestão de frete, IA para roteamento e integração digital com parceiros terá vantagem competitiva. Além disso, vale considerar parcerias estratégicas, diversificação de modais e estruturas como hubs regionais ou até operações de ship from store para reduzir prazos. Em termos patrimoniais e contratuais, blindar-se contra riscos de atraso — seja via cláusulas contratuais com transportadoras ou seguros logísticos — é fundamental.

    A Black Friday de 2025 será um teste de maturidade logística para o varejo. Mais do que vender, a sobrevivência está em entregar com eficiência, previsibilidade e segurança.

    Fonte: Economia Real (UOL)

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