• Congresso adia novamente a votação do Orçamento de 2026 e aumenta incertezas fiscais

    A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 foi adiada mais uma vez pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O governo ainda tenta recompor as contas após a retirada da Medida Provisória 1303, que previa aumento de arrecadação com taxação de investimentos financeiros.

    A indefinição sobre o Orçamento de 2026 continua. A Comissão Mista de Orçamento do Congresso (CMO) voltou a adiar a votação da LDO, que já havia sido remarcada duas vezes — primeiro para o dia 14 e depois para o dia 21 de outubro. Agora, uma nova data sequer foi anunciada.

    O governo enfrenta dificuldades adicionais após a retirada da Medida Provisória 1303 da pauta da Câmara dos Deputados. Essa MP, considerada essencial pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, previa a taxação de aplicações financeiras e outras medidas de aumento de receita. Segundo cálculos da equipe econômica, sua rejeição tira cerca de R$ 14,8 bilhões do caixa de 2025 e R$ 36,2 bilhões de 2026.

    Com isso, o Executivo pode ser forçado a fazer bloqueios de despesas já no próximo ano, inclusive em emendas parlamentares. Para 2026, o desafio é ainda maior: será preciso encontrar R$ 35 bilhões adicionais no Orçamento — seja cortando gastos, seja criando novas fontes de arrecadação.

    Haddad, no entanto, tenta manter o tom de tranquilidade. Segundo ele, o adiamento pode ser positivo se resultar em um texto mais consistente e alinhado com as regras fiscais e tributárias do país.

    Para empresários e investidores, o impasse na aprovação da LDO é um sinal claro de instabilidade fiscal e política — um fator que influencia diretamente a confiança no ambiente econômico. Empresas com contratos públicos, projetos de investimento ou dependência de repasses orçamentários devem revisar seu fluxo de caixa e planejar contingências.

    A incerteza sobre fontes de receita e possíveis cortes de gasto indica que o governo poderá aumentar a carga tributária ou *postergar pagamentos. Nesse contexto, *estruturas de governança financeira e fiscal bem desenhadas — como holdings e planejamento tributário preventivo — tornam-se diferenciais estratégicos para proteger o patrimônio e manter previsibilidade nos negócios.

    O adiamento do Orçamento reforça a importância de gestão financeira prudente e blindagem jurídica. Em tempos de incerteza fiscal, quem planeja com antecedência mantém a estabilidade que o Estado ainda não oferece.

    Fonte: Money Times.

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